A HISTÓRIA DO PATO — UM SEGREDO, UM PESO E UM PERDÃO
Nas férias, dois irmãos foram passar alguns dias no sítio dos avós. Era um lugar cheio de natureza, liberdade e aventuras. Ao chegar, Felipe, empolgado, ganhou um estilingue para brincar no mato. Ele treinava sem parar, mas nunca acertava nenhum alvo.
Numa tarde tranquila, enquanto o sol se escondia entre as árvores, Felipe viu o pato de estimação da vovó andando calmamente pelo quintal. Num impulso bobo, puxou o estilingue… e a pedra atingiu o pato em cheio na cabeça. O bichinho caiu sem vida.
O coração de Felipe disparou. O sorriso sumiu. O arrependimento veio como um soco no peito. Desesperado, ele correu, escondeu o pato atrás de uma pilha de madeira e tentou agir como se nada tivesse acontecido. Mas… Beatriz, sua irmã, viu tudo. Não disse uma palavra. Apenas guardou aquele segredo — e ele não imaginava o peso que viria.
No dia seguinte, após o almoço, a vovó disse:
— “Beatriz, venha me ajudar a lavar a louça.”
Beatriz olhou para o irmão com um sorriso travesso e respondeu:
— “Ah, vovó… o Felipe disse que queria ajudar hoje.”
Depois, inclinou-se e sussurrou no ouvido dele:
— “Lembra do pato?”
Felipe ficou paralisado. Engoliu seco. E foi lavar os pratos.
Mais tarde, o vovô convidou os dois para pescar. A vovó interrompeu:
— “Desculpem, mas eu preciso que a Beatriz me ajude no jantar.”
Beatriz sorriu mais uma vez, olhou para Felipe e disse:
— “Na verdade, o Felipe quer ajudar.”
E repetiu calmamente:
— “Lembra do pato?”
Assim, dia após dia, Beatriz usava o segredo como uma corrente invisível. Felipe fazia todas as tarefas dela, carregando o fardo da culpa como um prisioneiro do próprio erro.
Até que, exausto e sufocado, Felipe decidiu encarar a verdade. Com lágrimas nos olhos, correu até a avó e confessou tudo.
Ela o ouviu em silêncio, abriu os braços e disse com ternura:
— “Querido, eu já sabia. Eu estava na janela e vi tudo. Mas porque eu te amo… eu já te perdoei naquele instante. Eu só estava esperando para ver quanto tempo você deixaria a culpa te escravizar.”
Moral da história:
Assim também é com Deus. Nada passa despercebido aos olhos d’Ele — Deus está sempre na janela. Ele vê, Ele sabe… mas Ele ama e já perdoou. O que nos aprisiona não é o erro em si, mas o tempo que passamos fugindo do perdão.
Seja qual for o seu passado — mentiras, mágoas, falhas ou dores — saiba: Deus viu tudo, e ainda assim escolheu te amar. Ele está esperando você soltar o peso, pedir perdão e ser livre.
A graça de Deus liberta. O perdão de Deus restaura.
Não viva como escravo da culpa. Viva como alguém que foi perdoado.
Que o ímpio abandone o seu caminho; e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão. Isaías 55:7
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💬 E lembre-se: Deus está na janela e sabe de tudo.
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